sexta-feira, 25 de novembro de 2011

NENHUMA INFORMAÇÃO É INOCENTE

 O poder permanente de derrubar governos

A corrupção do sistema político merece uma reflexão para além das manchetes dos jornais tradicionais. Em especial neste momento que o país vive, quando a nova democracia completou 26 anos e a política, que é a sua base de representação, se desgasta perante a opinião pública.

 Este é o exato momento em que os valores democráticos devem prevalecer sobre todas as discordâncias partidárias, pois chegou no limite de uma escolha: ou diagnostica e aperfeiçoa o sistema político, ou verá sucumbi-lo perante o descrédito dos cidadãos.

Por Maria Inês Nassif (*)

O país pós-redemocratização passou por um governo que foi um fracasso no combate à inflação, um primeiro presidente eleito pelo voto direto pós-ditadura apeado do poder por denúncias de corrupção, dois governos tucanos que, com uma política anti-inflacionária exitosa, conseguiram co locar o país no trilho do neoliberalismo que já havia grassado o mundo, e por fim dois governos do PT,  um  partido de difícil
assimilação por parcela da população. Nesse período, a mídia incorporou como poder próprio o julgamento e o sentenciamento moral, numa magnitude tal que vai contra qualquer bom senso.

Este é um assunto difícil porque pode ser facilmente interpretado como uma defesa da corrupção, e não é. Ou como questionamento à liberdade de imprensa, e está longe disso. O que se deve colocar na mesa, para discussão, é até onde vai a legitimidade da mídia tradicional brasileira para exercer uma função fiscalizadora que invade áreas que não lhes são próprias. Existe um limite tênue entre o exercício da liberdade de imprensa na fiscalização da política e a usurpação do poder de outras instituições da República.

Outra questão que preocupa muito é que a discussão emocional, fulanizada, mantida pelos jornais e revistas também como um recurso de marketing, têm como maior saldo manter o sistema político tal como é. É impossível uma discussão mais profunda nesses termos: a escandalização da política e a demonização de políticos trata-os como intrinsecamente corruptos, como pessoas de baixa moral que procuram na atividade política uma forma de enriquecimento privado. Ninguém se pergunta como os partidos sobrevivem mantidos por dinheiro privado e que tipo de concessão têm que fazer ao sistema.

Desde Antonio Gramsci, o pensador comunista italiano que morreu na masmorra de Mussolini, a expressão “nenhuma informação é inocente” tem pontuado os estudos sobre o papel da imprensa na formulação de sensos comuns que ganham a hegemonia na sociedade. Gramsci já usava o termo “jornalismo marrom” para designar os surtos de pânico promovidos pela mídia, de forma a ganhar a guerra da opinião pública pelo medo.

No Brasil atual, duas grandes crises de pânico foram alimentadas pela mídia tradicional brasileira no passado recente. Em 2002, nas eleições em que o PT seria vitorioso contra o candidato do governo FHC, a mídia claramente mediou a pressão dos mercados financeiros contra o candidato favorito, Luiz Inácio Lula da Silva. Tratava-se, no início, de fixar como senso comum a referência “ou José Serra [o candidato tucano] ou o caos”.

Depois, a meta era obrigar Lula e o PT ao recuo programático, garantindo assim a abertura do mercado financeiro, recém-completada, para os capitais internacionais. Em 2005, na época do chamado “mensalão”, o discurso do caos foi redirecionado para a corrupção. Politicamente, era uma chance fantástica para a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a única alternativa para se contrapor a um líder carismático em popularidade crescente era tirar de seu partido, o PT, a bandeira da moralidade. A ofensiva da imprensa, nesse caso, não foi apenas mediadora de interesses. A mídia não apenas mediava, mas pautava a oposição e era pautada por ela, num processo de retroalimentação em que ela própria [a mídia] passou a suprir a fragilidade dos partidos oposicionistas. Ao longo desse período, tornou-se uma referência de poder político, paralelo ao instituído pelo voto.

Eleita Dilma Rousseff, a oposição institucional declinou mais ainda, num país que historicamente voto e poder caminham juntos, e ao que tudo indica a mídia assumiu com mais vigor não apenas o papel de poder político, mas de bancada paralela. Dilma está se tornando uma máquina de demitir ministros. Nas primeiras demissões, a ofensiva da mídia deu a ela um pretexto para se livrar de aliados incômodos, nas complicadas negociações a que o Poder Executivo se vê obrigado em governos de coalizão num sistema partidário como o brasileiro. Caiu, todavia, numa armadilha: ao ceder ministros, está reforçando o poder paralelo da mídia; em vez de virar refém de partidos políticos que, de fato, têm deficiências orgânicas sérias, tornou-se refém da própria mídia.

As ondas de pânico criadas em torno de casos de corrupção, desde Collor, têm servido mais a desqualificar a política do que propriamente moralizar a nossa democracia. Mais uma vez, volto à frase de Gramsci: não existe notícia inocente. O Brasil saído da ditadura já trazia, como herança, um sistema político com problemas que remontam à Colônia. O compadrio, o mandonismo e o coronelismo são a expressão clássica do que hoje se conhece por nepotismo, privatização da máquina pública e falha separação entre o público e o privado. A política tem sido constituída sobre essas bases e, depois de cada momento autoritário e a cada período de redemocratização no país, seus problemas se desnudam, soluções paliativas são dadas e a cultura fica. Por que fica? Porque é a fonte de poderes – poderes privados que podem se sobrepor ao poder público legitimamente constituído.

O sistema político é mantido por interesses privados, e é de interesse de gregos e troianos que assim permaneça. Segundo levantamento feito pela Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma política, cerca de 360 deputados, em 513, foram eleitos porque fizeram as mais caras campanhas eleitorais de seus estados. Com dinheiro privado. Em sã consciência, com quem eles têm compromissos? Eles apenas tiveram acesso aos instrumentos midiáticos e de marketing político cada vez mais sofisticados porque foram financiados pelo poder econômico. É o interesse privado quem define se o dinheiro doado aos candidatos e partidos é lícito ou ilícito.

O dinheiro do caixa dois passou a fazer parte desse sistema. Não existe nenhum partido, hoje, que consiga se financiar privadamente – como define a legislação brasileira – sem se envolver com o dinheiro das empresas; e são remotíssimas as chances de um político financiado pelo poder privado escapar de um caixa dois, porque normalmente é o caixa dois das empresas que está disponível. Num sistema eleitoral onde o dinheiro privado, lícito e ilícito, é o principal financiador das eleições, ocorre a primeira captura do sistema político pelo poder privado. E isso não acaba mais.

Esse é o âmago de nosso sistema político. A democratização trouxe coisas fantásticas para a política brasileira, como o voto do analfabeto, a ampla liberdade de organização partidária e a garantia do voto. Mas falhou no aperfeiçoamento de um sistema que obrigatoriamente teria de ser revisto, no momento em que o poder do voto foi restabelecido pela Constituição de 1988.

Num sistema como esse, por qualquer lado que se mexa é possível desenrolar histórias da promiscuidade entre o poder público e o dinheiro privado. Por que isso não entra, pelo menos, em discussão? Acredito que a situação permaneça porque, ao fim e ao cabo, ela mantém o poder político sob o permanente poder de chantagem privado. De um lado, os financiadores de campanhas se apoderam de parcela de poder. De outro, um sistema imperfeito torna facilmente capturável o poder do voto também por aparelhos privados de ideologia, como a mídia. Como nenhuma notícia é inocente, a própria pauta leva a relações particulares entre políticos e o poder econômico, ou entre a máquina pública e o partido político. A guerra permanente entre um governo eleito que tem a oposição de uma mídia dominante é alimentada pelo sistema.

O apoderamento da imprensa é ainda maior. Se, de um lado, a pauta expressa seu imenso poder sobre a política brasileira, ela não cumpre o papel de apontar soluções para o problema. Não existe intenção de melhorá-lo, de atacar as verdadeiras causas da corrupção. Apesar da imensa caça às bruxas movida pela mídia contra os governos, em nenhum momento essa sucessão de escândalos, reais ou não, incluíram seriamente a opinião pública num debate sobre a razão pela qual um sistema inteiro é apropriado pelo poder privado, inclusive e principalmente porque não se questiona o direito de apropriação do poder público pelo poder privado. A mídia tradicional não fez um debate sério sobre financiamento de campanha; não dá a importância devida à lei do colarinho branco; colocou a CPMF, que poderia ser um importante instrumento contra o dinheiro ilícito que inclusive financia campanhas eleitorais, no rol da campanha contra uma pretensa carga insuportável de impostos que o brasileiro paga.

Pode fazer isso por superficialidade no trato das informações, por falta de entendimento das causas da corrupção – mas qualquer boa intenção que porventura exista é anulada pelo fato de que é este o sistema que permite à imprensa capturar, para ela, parte do poder de instituições democráticas devidamente constituídas para isso.

(*) Texto apresentado no Seminário Internacional sobre a Corrupção, dia 7 de novembro de 2011, em Porto Alegre.


COLOCO AQUI PARA QUE OPINEM A RESPEITO. OS TRECHOS SALIENTADOS FORAM POR MINHA CONTA.

MUITO BEM ESCRITO, MAS CONCORDO COM ALGUMAS COLOCAÇÕES E DISCORDO DE OUTRAS. COMO REALMENTE DEVE SER. A FINALIDADE DESTE BLOG É REALMENTE ESTA. 


A MÍDIA REALMENTE SE TORNOU O "QUARTO" PODER. MAS AINDA E APESAR DE TUDO TEM UM PAPEL IMPORTANTÍSSIMO NA DIVULGAÇÃO DOS FATOS, SEM ENTRAR NO MÉRITO SE ELA FAZ ISSO PARA PROVEITO PRÓPRIO OU SE REALMENTE É COM A FINALIDADE PRIMEIRA DA INFORMAÇÃO. 


POLITICO CORRUPTOS E SEM MORAL QUE SÓ QUEREM O ENRIQUECIMENTO ILÍCITO, O USO DE DINHEIRO PRIVADO E CAIXA DOIS NAS CAMPANHAS, QUE DEPOIS DE ELEITOS  TEM QUE FAVORECER OS FINANCIADORES.

O POVO TAMBÉM QUE ACEITA CAMPANHAS PATERNALISTAS E TORNA A VOTAR EM POLÍTICOS QUE ATENDEM SUAS NECESSIDADES INSTANTÂNEAS.
QUANDO ESTES POLÍTICOS DEVERIAM SE PREOCUPAR EM SANAR OS PROBLEMAS QUE REALMENTE AFLIGEM NOSSO POVO.  

COM RELAÇÃO A CPMF EM BOA HORA FOI EXTINTA, POIS COM A DESCULPA DE CONTROLAR O DINHEIRO ILÍCITO SE TORNOU UM IMPOSTO INJUSTO POIS TODO MUNDO PAGAVA. DEVERIA SER SOMENTE PARA QUEM DESVIA DINHEIRO OU USA CAIXA DOIS. PESSOAS JURÍDICAS.
VOCÊ ACHA QUE O ASSALARIADO QUE É A GRANDE MAIORIA DA POPULAÇÃO TEM DINHEIRO PARA FINANCIAR CAMPANHAS POLITICAS? 
ANTES QUE EU ME ESQUEÇA A CARGA TRIBUTÁRIA QUE O BRASILEIRO PAGA É INSUPORTÁVEL SIM.

SERÁ QUE DÁ PARA MUDAR TUDO ISTO QUE ESTÁ AÍ?!!!!!!!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

REFERENDO POPULAR


A Carta publicada no Globo
Por Gil Cordeiro Dias Ferreira
Que venha o novo referendo pelo desarmamento. Votarei NÃO, como da primeira vez, e quantas forem necessárias. Até que os Governos Federal, Estaduais e Municipais, cada qual em sua competência, revoguem as leis que protegem bandidos, desarmem-nos, prendam-nos, invistam nos sistemas penitenciários, impeçam a entrada ilegal de armas no País e entendam de uma vez por todas que NÃO lhe cabe desarmar cidadãos de bem.
Nesse ínterim, proponho que outras questões sejam inseridas no referendo:
·Voto facultativo? SIM!
·Apenas 2 Senadores por Estado? SIM!
·Reduzir pela metade os Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores? SIM!
·Acesso a cargos públicos exclusivamente por concurso, e NÃO por nepotismo? SIM!
·Reduzir os 37 Ministérios para 12? SIM!
·Cláusula de bloqueio para partidos nanicos sem voto? SIM!
·Fidelidade partidária absoluta? SIM!
·Férias de apenas 30 dias para todos os políticos e juízes? SIM!
·Ampliação do Ficha-limpa? SIM!
·Fim de todas as mordomias de integrantes dos três poderes, nas três esferas? SIM!
·Cadeia imediata para quem desviar dinheiro público? SIM!
·Fim dos suplentes de Senador sem votos? SIM!
·Redução dos 20.000 funcionários do Congresso para um terço? SIM!
·Voto em lista fechada? NÃO!
·Horário Eleitoral obrigatório? NÃO!
·Maioridade penal aos 16 anos para quem tirar título de eleitor? SIM!
·Crime hediondo para roubo de medicamentos e merenda escolar? SIM!
-Um BASTA! na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM !!!!!!!!!!!
 PARECE QUE VAMOS TER QUE VOTAR NOVAMENTE SOBRE DESARMAMENTO.

O QUE VOCES ACHAM?

O POVO DESARMADO E A BANDIDAGEM CADA VEZ MAIS TOMANDO CONTA.
ATÉ QUANDO?!!!!!

ATÉ QUANDO O GOVERNO RESOLVER REAGIR E TOMAR UMA ATITUDE FIRME COMO FOI O CASO DA INVASÃO DA ROCINHA.

PORQUE DEMORARAM TANTO PARA INVADIR?
O GOVERNO RESOLVEU AGIR,  AVISOU COM ANTECEDENCIA QUE IRIA LIMPAR A FAVELA E ASSIM FEZ.

SERÁ QUE EM OUTRAS ÁREAS DA VIDA PÚBLICA TAMBÉM NÃO ESTÁ FAZENDO FALTA A INVASÃO DO GOVERNO, COM FIRMEZA,  PARA LIMPAR E RESOLVER PROBLEMAS DO NOSSO  COTIDIANO?!!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Delegados devem formalizar boicote ao governo nesta segunda-feira




LI NO DIÁRIO DE CANOAS:

DELEGADOS DE POLICIA QUEREM SALÁRIOS EQUIVALENTES AOS DE PROCURADORES GAÚCHOS. 


Os delegados do Rio Grande do Sul vão formalizar as estratégias para que o governo ceda ao pedido de um salário equivalente aos procuradores gaúchos. Segundo a rádio Guaíba, o presidente da Associação dos Delegados (Asdep), Wilson Muller, e o chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Jr., devem se encontrar amanhã. A abolição das operações Verão, Serra e Fronteira e as aulas a cargo dos delegados na Academia de Polícia (Acadepol) teriam 100% de adesão da categoria, conforme o secretário da Associação.
Até sexta-feira, 357 dos 563 delegados do Estado já haviam aderido ao pedido de equiparação salarial. No Vale do Sinos, todos os delegados declararam 100% de apoio às estratégias.

E OS DEMAIS DA CATEGORIA, POLICIAIS, BRIGADIANOS E TODOS ESTES QUE ENFRENTAM AS RUAS, DIARIAMENTE, EXPONDO SUAS VIDAS NO TRATO COM MARGINAIS, NO SENTIDO DE GARANTIR A SEGURANÇA DA POPULAÇÃO.
PARA ESTES, OS SALÁRIOS SÃO MUITO ÍNFIMOS COMPARADOS COM O RISCO QUE CORREM.

SEGURANÇA DEVERIA SER UMA DAS PRIORIDADES DOS GOVERNOS. PARA ISSO PRECISAMOS DE POLICIA E BRIGADA COM HOMENS BEM TREINADOS, BEM ARMADOS E BEM PAGOS, PARA EVITAR QUE FAÇAM BICOS FORA DO HORÁRIO PARA PODEREM SOBREVIVER.




sábado, 19 de novembro de 2011

BANCO DE HORAS - VC SABE COMO FUNCIONA?

Muito se comenta a respeito de “banco de horas”, mas poucos sabem em detalhes como ele funciona. O chamado “banco de horas” é uma possibilidade, uma forma de pagamento de horas extras, ao invés do dinheiro, pode se utilizar horas de folga. O “banco de horas”surgiu em 1998, com a Lei 9.601, que alterou o art.59 da CLT e permitiu que fossem as horas compensadas em 120 dias. Em 2001, com a Emenda Constitucional 32/2001, é que a coisa realmente aconteceu e vem sendo praticada até os dias atuais.
O “banco de horas”, como dito acima, é um sistema de compensação de horas extras por horas de folga, bastante flexível, que precisa da autorização do sindicato de classe, através de um acordo coletivo específico prevendo as regras dessa compensação e apuração.
De posse dessa autorização, o empregador pode utilizar com todos os trabalhadores, independentemente da modalidade de contratação, se por prazo determinado ou indeterminado, desde que regidos pela CLT.
Importante lembrar que deve ser respeitado sempre o limite legal de 10 horas diárias trabalhadas, não podendo ultrapassar, em período máximo de 1 ano, a data do seu pagamento com horas de folga.

A ideia é permitir ao empregador um melhor aproveitamento das horas dos seus empregados, pagando as horas extras realizadas em momentos de pico, pelas horas de folga dos momentos de diminuição dos serviços. Imagine que uma empresa tem maior movimento nos 10 primeiros dias do mês, e no restante não há muito o que fazer. O Empregador  pode pagar essas 2h extras diárias nesse primeiro período, com folgas ou diminuição da jornada, no segundo período, o ocioso.
Importante lembrar que deve ser respeitado sempre o limite legal de 10 horas diárias trabalhadas, não podendo ultrapassar, em período máximo de 1 ano, a data do seu pagamento com horas de folga.
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A compensação do trabalho além da jornada normal, pode ser feita por horas extras ou banco de horas, sendo neste último obrigatório que o trabalhador tire uma folga.
Como funciona o pagamento de banco de horas?


De acordo com os advogados trabalhistas Simone Belfort e Leandro Antunes, o banco de horas é uma forma de compensar as horas trabalhadas a mais, ou seja, o empregado, em vez de receber pelas horas extras realizadas, terá direito a folgar. Dessa forma, nesse sistema não se recebe nada além do salário.

De acordo com Leandro Antunes, geralmente o regime de banco de horas acaba compensando mais ao empregador, já o pagamento das horas extras agrada mais ao empregado. É que no regime de compensação de banco de horas, se o empregado fizer 20 horas extras, terá o direito de descansar 20 horas, enquanto que no regime de pagamento, caso o empregado trabalhe as mesmas 20 horas a mais, o empregador terá que pagá-las com um acréscimo de no mínimo 50%.

O Banco de Horas,também conhecido como (escravidão branca) é uma forma moderna que os empregadores arrumaram para compensar as infindáveis horas extras que os trabalhadores brasileiros fazem todos os dias para tentar aumentar um pouco o seu salário de fome.

As 10 coisas que você deve REALMENTE saber (ou não...) sobre o Banco de Horas
    1º - O nome "Banco de Horas" não é á toa. Funciona igualzinho um banco: Se você tem crédito, não ganha nada. Se estiver devendo, paga em dobro...
      2º - O cálculo do Banco de Horas é o mesmo usado com taxas e impostos nas suas contas ou seja, se você trabalha uma hora extra, você recebe em dinheiro UMA HORA e MEIA, ou DUAS, dependendo do dia. Se você tem Banco de Horas, uma hora extra vale UMA hora, não importa quando você fez a bendita hora extra.
      3º - O Banco de Horas é realmente um investimento a LONGO PRAZO. Tente pedir pro seu patrão descontar uma hora do seu banco de horas. Provavelmente ele vai dizer que não, porque precisa de você, porque você é um trabalhador dedicado que trabalha 12 horas por dia pra ele, etc...
  • 4º - Não, você não pode vender suas horas para conseguir uma grana extra pra viajar, comprar um carro novo, ou no seu caso, pagar o limite do empréstimo pessoal da sua conta-salário.
  • 5º - Banco de Horas não conta para sua aposentadoria. Afinal, o que mais aposentado têm é horas pra descontar. (Já que dinheiro...)
  • 6º - A menos que você aponte uma arma para seu patrão (e perca seu emprego, e vá para a cadeia), ele vai descontar seus 15 minutos de atraso mesmo você tendo UM MILHÃO de horas pra descontar.
  • 7º - Pense: Se você trabalha em uma empresa que necessita que você trabalhe 12 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados, onde você acha que vai arrumar ma brecha pra descontar as horas que você tem?
  • 8º - Atestado Médico? Hahaha... 8 horas a menos no Banco de Horas. (Dependendo eles descontam até as horas extras que você não fez...)
  • 9º - Ao contrário das horas extras, você é OBRIGADO a fazer horas para o Banco de Horas. (Afinal, eles não pagam mesmo...)
  • 10º - Aquele cara que é parente do chefe não faz hora extra, não tem Banco de Horas e sempre chega uma hora mais tarde e sai uma hora mais cedo. Você acha que essas horas saem do Banco de Horas de QUEM?
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Os Comentários acima foram pesquisados no Google, e a intenção é conversar sobre o assunto.
EU PERGUNTO:
BANCO DE HORAS - O QUE VOCÊ ACHA? 
1 - É UMA BOA PARA OS DOIS LADOS. EMPREGADOS E EMPREGADORES?
2 - O CONTROLE DE HORAS É EFETIVO?
3 - QUANTO AO PAGAMENTO DAS HORAS EM ESPÉCIE OU NA UTILIZAÇÃO DE FOLGAS O ACERTO É TRANQUILO?

domingo, 13 de novembro de 2011

LUPI TERIA USADO JATO ALUGADO POR ONG SUSPEITA.



O titular da pasta do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, teve sua situação política agravada ontem e pode deixar o cargo antes mesmo da reforma ministerial prevista para ocorrer no início do próximo ano.
Reportagem publicada pela revista Veja deste fim de semana afirma que Lupi viajou pelo interior do Maranhão a bordo de uma aeronave agenciada por Adair Meira, dirigente da Pró-Cerrado. Em audiência no Congresso na última quinta-feira, Lupi negou relação com Meira: "Eu não tenho relação nenhuma com seu Adair", disse ele, em depoimento aos deputados. Até ontem à noite, a assessoria da pasta não havia negado que Lupi viajara ao lado de Meira.
Segundo a revista, Lupi e uma equipe do ministério, incluindo o ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego, Ezequiel Nascimento, e Meira, teriam passado, em viagem oficial, por sete cidades do Maranhão em dezembro de 2009 para o lançamento de um programa de qualificação profissional no estado.

Ontem, o Planalto tentou demonstrar tranquilidade em mais um capítulo da crise envolvendo o ministro, que declarara publicamente que só sairia do cargo "à bala". Oficialmente, a assessoria do Planalto disse que "o assunto não estava sendo tratado" no âmbito na Presidência da República. "Essa operação-abafa do governo não deu certo porque ele não saiu do foco", disse o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), ao anunciar um plantão das oposições em Brasília já partir do dia 15, para pedir a saída de Lupi do cargo. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

PESSOAL MAIS UM. AINDA POR CIMA MENTIROSO. ALIAS COMO TODOS OS OUTROS. ACHO QUE NO NOSSO PAIS
ONDE FOR PESQUISADO O TRABALHO E AÇÃO DESTAS ONGS E DOS POLITICOS, VAI SOBRAR MUITO POUCO.
INFELIZMENTE.

O HOMEM DIZ QUESÓ SAI DE LÁ "A BALA". CHAMA A TROPA DE ELITE E MANDA INVADIR.!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 12 de novembro de 2011

DIVISÃO DO ESTADO DO PARÁ




É mais fácil separar a água do vinho que a hipocrisia da verdade no julgamento das ações humanas.
Carlos Malheiro Dias



Conforme contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população é de 7.581.051 habitantes, distribuídos em 143 municípios. A grande extensão territorial do Pará tem sido um dos argumentos utilizados para uma divisão desse território e a consequente formação de dois novos estados, além do atual Pará: Tapajós e CarajásOs defensores desse projeto alegam que em razão da extensão paraense, as políticas públicas não são realizadas com eficácia, e a redução dessa área proporcionaria administrações mais eficientes.
Opositores a essa divisão argumentam que esse processo geraria gastos desnecessários para a União e que essa proposta é uma estratégia política, pois 3 novos cargos de senadores e 8 de deputados seriam proporcionados para cada um desses novos estados.


Agora eu pergunto:  


1 - Você acha que esta divisão proposta tem a ver com a preocupação das autoridades com a extensão territorial e com a eficácia e eficiência das politicas públicas?


2 - Você acha que é uma estratégica política para a criação de 6 cargos de Senadores e 16 cargos de Deputados mais vários assessores e todos aqueles que gravitam, ao redor dos cargos políticos?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Reitoria da USP diz que aulas seguem normalmente.



Quando eu perder a capacidade de indignar-me ante a hipocrisia e as injustiças deste mundo, enterre-me: por certo que já estou morto.
Augusto Branco

A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) afirmou, por meio de nota divulgada nesta quarta, que as aulas de graduação e de pós-graduação estão transcorrendo normalmente.
Amanhã a entrada dos funcionários que trabalham no prédio da Reitoria será liberada e, durante o final de semana e feriado prolongado, serão feitos os possíveis reparos nas instalações danificadas.

De acordo com a nota, a partir dos resultados da perícia e do levantamento formal dos prejuízos ao patrimônio público feito pela Polícia Técnica, serão instauradas Comissões no âmbito dos Órgãos Centrais, que estudarão os dados para tomar as devidas providências legais. 

Noticia do Estadão agora eu pergunto:

Pelo que vimos na TV, estudantes de classe média alta fazendo aquela baderna toda. Vocês acham que os prejuízos causados ao patriônio público serão ressarcidos pelas famílias dos baderneiros?